segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Meus olhos míopes

Onde se constrói a vida?
Onde a vida nasce?
Não levamos a vida
Nos possuímos
Mas não decidimos nossas horas....
A vida é quem nos leva desde de o princípio...
A vida tem vontade própria
E decide onde começa...
Dentro de sua particularidade mor...
A vida se inicia em fase terminal...
Ninguém sabe a hora de ir...
Pra onde ir...
Só se sabe que temos que ir...
É a essência que segue o seu curso...
Como um rio que surge na nascente
E desagua no mar...
Cabe a cada um de nós
Esbarrarmos nos gravetos e folhas
Que tem no caminho
Pra que molhemos os outros
E assim sejamos lembrados...
Cabe a nós absorvermos
As emoções de uma margem
Cabe a nós darmos vida aos peixes
Cabe a nós preenchermos o grande vazio
Que existe entre o início e o fim
E voltar pra onde tudo começou.


DINHO BRITO

Morena do Arpoador

Em busca de paz e marasmo
Há de se exercer entusiasmo
Em busca de um ser perfeito ao olhos do homem...

Encontro mais que casual
Supresa fora do normal
Quando não se tem mais esperança de encontrar...

Areia em pés esculpidos a tocar
O vento em mechas a emaranhar
Sincronismo jamais visto de maneira orgânica...

Leveza num simples caminhar
Mistério no fundo do olhar
Deparam com a rigidez de meu semblante...

Surge num momento tão triste
Despersa o mal que insiste
Retrata a beleza que existe
Dá-me a crença da vida que é moinho
E que é impossível vivê-la sozinho...

E numa tarde no Arpoador
Voltei a ter fé no amor
Que sempre disfaçou a dor
Graças a Morena... Serena.


DINHO BRITO

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Diálogo de auto-ajuda

Tudo na vida têm um lado bom e um lado ruim... Depende apenas do ponto de vista e da maneira que se faz a análise... E em determinadas situações, não consigo ver um lado ruim...
Assim também é com casamentos, namoros, uniões estáveis... Há sempre os momentos de dificuldade e incompatibilidade de gênios... Mas ainda hoje, existem casais que minimizam suas diferenças e se tratam bem mantendo a estabilidade e formando um belo casal.. Sem amor verdadeiro, isso não seria possível... Tudo bem que há casos e casos mas, casais assim, servem de exemplo de que nem tudo nesse mundo está perdido...
Mesmo que estejamos estranhos, devemos saber que existem pessoas que nos amam muito e sempre estarão dispostas a nos ajudar no que precisarmos...
Eu não acredito mais em mim... E não sei se acredito mais em felicidade mas, acredito no amor... E sei que se ele surgir na vida, tudo pode mudar... As questões são as experiências que tive.. Já sofri tanto que não devia ter esperança... Mas até mesmo nos momentos onde eu tive mais ferido, a minha força e meu coração manteram-se vivos e me mostraram que mesmo que eu não tenha a quem amar, tem Alguém que me ama acima de qualquer coisa...
Sou o ser mais melancólico que conheço... Eu não diria nada que eu não acreditasse... Vivo numa depressão sem igual... Mas um dia, alguém joga a corda, estica o braço e me tira da lama...
Então, por mais que estejamos mal, temos que ter crença em algo.. Eu ainda acredito no amor... E isso me basta... Se todos acreditarmos em algo bom e verdadeiro, podemos fazer o mundo um pouco melhor a cada dia...
Um dia, vou ter minha vida sossegada, uma casa no campo, ou esposa incomparável e um filho saudável, o qual, darei a minha vida se preciso pra fazer por ele tudo o que nunca fizeram por mim...
Afinal, não importa o tamanho da nossa dificuldade, infelizmente sempre vai haver alguém com um problema maior do que o nosso... E devemos aprender com isso... E superá-los e mostrarmos aos nossos descendentes que podemos ser melhores...
O ser humano tem que buscar a harmonia entre seus semelhantes mas pra isso, tem que estar em harmonia consigo mesmo...
Não importa o que aconteça, nunca deixem de acreditar no amor... Pois ele nunca deixará de acreditar em nós...
Eu sei bem o que é isso... Afinal, são 30 anos com mais peso que muitos que viveram 50 por aí... Mas a fé sempre esteve guardada aqui dentro... Talvez a chama tenha fraquejado mas a minha esperança num novo tempo sempre serviu de combustível pra que o fogo não se extinguisse...
E mesmo que essa chama pareça não aquecer, ela ainda arde dentro de mim e nada e nem ninguém poderá apagá-la... Somente eu tenho esse poder... O único poder que tenho.


DINHO BRITO

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quem diria

A vida que segue em engano
Faz de bobagens emotivas
Suas pretensões maiores
O ser humano faz inúmeras coisas
As quais se arrependem amarguradamente
Mas ainda assim
Agem como se os instintos primitivos prevalecessem
Pinturas no corpo, apetrechos em penduras
Moldes e modelitos, estilos e estados...
São combustíveis para egos ascendentes
Mas, não são elevadores ou escadas...
Não levam pra cima..
Nem sempre agir como um irracional
Acaba em acasalamento
Mas ainda assim, acontece...
Eu prefiro precaução
Estudo científico que leva a exatidão
Não encaro aquilo
Que sei que não dará certo...
Mas ainda assim acredito em bobagens
E isso sim, faço por estímulo
Não digo coisa com coisa
Eu penso nas coisas
Sem pensar muito em coisa alguma...
E assim suporto a felicidade alheia
Sem saber quando a minha existirá
Se é que eu estou prometido a isso...
Vivi muitos impasses
Muitas experiências...
Idas e vindas que deixaram marcas...
E os excessos
Não as disfarçaram...
Ainda que eu pensasse que fosse possível...
Vou conviver com essas cicatrizes no coração
No resto de dias que me sobram
Até que haja tempo de melhorias...
Difícil de acreditar...
Sigo subtraindo esperança
Num estado de espírito dormente
Que brota em meio às rugas precoces...
Acabo de completar 10 anos de idade.


DINHO BRITO

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Amores inconstantes de um homem solitário

O que dizer da vida de um homem de amores inconstantes?
O que se esperar de um amante que conhece as mulheres como ninguém?
Um ser que viveu entre requebrados e curvas;
Entre peles e perfumes;
Entre cachos, longos e fios coloridos...
Um alguém que sabe de cor o manual de um afago;
Que tem os cabelos marcados pelo excesso de cafuné...
Que possui uma boca que beija de mil formas diferentes;
De braços acostumados a dar conforto e segurança;
De olhos calejados devido lágrimas de emoção...
Nada...
Nada é o que restou a um ser que sempre inovou com palavras;
Que sempre valorizou a quem teve;
Que doou-se por inteiro
Mesmo que tenha feito isso sozinho...
Esse sou eu...
Escondido atrás de uma máscara de sorrisos,
Sem revelar a solidão que habita em mim...
Como pode alguém ter tido tanto
E hoje nada ter?
O ser humano se deixa levar por aparências
E nunca me viram como alguém provido de seriedade...
Nunca tive a oportunidade de me mostrar como eu sou,
E quando cheguei perto disso
Não se permitiram...
Sou do tipo que acredita em elos;
Que procura conquistar de uma maneira diferente todos os dias;
Que se faz homem não pelas calças que veste
Mas, pelas palavras que diz,
Pelas atitudes que têm,
Pelo caráter que estampa em sua feição...
E ainda assim, o descarte foi inevitável...
Inúmeras vezes...
Existe algum limite de sofrimento amoroso pra uma pessoa?
Eu já sofri demais?
Pra mim, já fui mais além...
Esperei que um dia tudo isso fosse acabar...
Enganei-me...
E sendo assim, petrifiquei em meio a minha inércia...
Num estado de repouso...
Como se esperasse o reinício da batalha pra voltar a lutar...
Isso não vai acontecer...
É difícil de acreditar...
Estou a desistir de lutar...
Por mim e pelos outros corações...
O que dizer da vida de um homem de amores inconstantes?
A solidão é a sua companheira...
Ele nunca foi amado de verdade...
Não como ele amou...
Ainda há créditos no amor...
Espero que ele ainda acredite em mim.


DINHO BRITO

sábado, 20 de novembro de 2010

Álbum

Ao fim dos 13 verões,
Percebi a falta que um genitor fez...
Sinto que não sei de onde eu vim...
Merda foi cumprimentar vícios pra suprir essa falta...
E fatores ruins ocorrem como avanlache ininterruptas...
A primeira desilusão amorosa...
A primeira grande perda...
A partir daí, vida descambou ladeira abaixo...
Indiferença, catástrofes, derrotas...
Aqui, acontecem todo o tempo...
Aqui todo mundo é maluco...
Bem, todo mundo não...
Eu sou excêntrico...
Não sou todo mundo...
Não penso em fazer análise...
Nunca...
Não quero deixar o analista mais louco do que já é...
Tenho milhões de mundos na minha cabeça...
Todos em conflitos constantes...
Meus amigos imaginários, meus heróis, meus espíritos...
Todos guerreiam entre si...
E na batalha entre o bem e o mal, eu levo a pior...
Não seria uma boa uma internação, como não é pra ninguém...
Não gosto de nada, gosto de tudo e de mais um pouco...
Não quero nada, quero tudo que eu possa ter...
Minha mente está sempre vazia, cheia de pensamentos humanos e destrutivos...
Vivo dentro do ovo de casca quebrada...
Escorrego pelas rachaduras, me deixando vazar pelos ralos...
Mas ainda assim, me mantendo inteiro e uniforme...
Tentei me recuperar...
É o que fazemos em certos lugares , não é verdade?
Foi bom algumas pessoas importantes não presenciarem tal faceta...
Pois sei que me iriam me ignorar...
Já fazem isso por muito menos...
Por isso, procuramos ajuda, às vezes...
Pessoas me ignoraram quando eu mais precisei de ajuda...
E ainda o fazem, porquê sempre estou precisando de ajuda...
Ás vezes falar sobre isso alivia o peso,
Mas, às vezes faz com que eu me sinta doente...
Eu já sou doente... Não preciso estar mais do que sou...
A vida me pregou uma peça, e se é azar,
Já se passaram mais do que os sete anos do ditado...
Às vezes me canso...
E sei que ela está cansada de mim...
Ninguém vive a minha...
Ninguém nasce sabendo..
E nesse ponto, não sou diferente...
Precisei de alguém que me ensinasse como ser...
E aprendi sozinho...
E aqui (assim) estou.


DINHO BRITO

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Soma

É... Aqui estou...
Esperando um momento de descuido seu, um ponto fraco
Para que eu possa me aproveitar da situação...
De maneira agradável é claro...
De forma que eu adentre o teu peito
E que você exponha em seu olhar um desejo sem igual
Algo inexplicável a sua vã filosofia
Tal como sentir o teu cheiro
Fazendo com que inale também o meu...
Recebendo carícias múltiplas em suas zonas mais secretas
Transformando você num botão de flor pronto pra desabrochar
Rastejar sobre sua epiderme
Aquecendo o seu corpo de forma que não se possa calcular a intensidade do calor
É boca que sente o seu sabor...
São mãos que mapeiam seu corpo com exatidão
É o meu sexo que bate a porta do seu exigindo um convite formal...
Encaixe perfeito perante Deus
Homem que se faz homem te fazendo mulher...
Disposto a encontrar o caminho a te lhe levar ao êxtase
Um ser libidinoso que não se torna vulgar...
Dizendo ao pé do ouvido
Palavras que aguçam a sua entrega...
Fazem com que se permita
Que eu te conheça de outra forma...
Por dentro...
Tocando o seu corpo com o meu
Proporcionando erupções de prazer afloradas
Selando o encontro de dois seres que se querem
Duas almas que se buscam
Dois corpos que se desejam
Opostos que se atrem como imãs...
Dão liga ao metal...
E preferem que o tempo pare
Que o espaço se curve
E que não desliguem nunca mais...
Desafiando a matemática...
Provando que numa soma de dois
É preciso o resultado uniforme...
Um mais um, é igual a um corpo só.


DINHO BRITO

sábado, 13 de novembro de 2010

A outra face

Mulher...
Dominante...
Sedutora...
Com curvas desconcertantes que consertam o meu olhar
Pele que me convida e me provoca
Me chama com carinho
Exige o meu sexo com fervor
Perto de mim já faz com que eu me sinta um garoto com os olhos brilhando
Coração batendo acelerado e corpo ardendo em chamas
Chegue bem perto que queimo você...
Não há nada mais sugestivo do que meu umbigo sobre o seu...
Abra os seus braços...
Que nos abraços me aconchego no seio de tua alma
em meio a fricção de pernas, roupas caem pelo chão...
Ocasionando o entrelace dos sentidos que tornam uma sequência de ósculos ofegantes
Que esquentam e umedecem os poros
Chegando-se a um êxtase aflorado
Fazendo com que seja nótorio o encaixe perfeito de dois seres que se desejam copiosamente
Em meio a corpos que gritam ou pelo outro...
Façamos momentos tornarem-se eternidade
Pois dentro de você, o tempo parece parar...
E muito tempo é pouco pra saciarmos nossas vontades
E quando pensares que estou perto de encerrar o coito
Você estará sendo introduzida de forma que começe de novo
Pois não paro antes que você se renda,
Antes que ultrapasse os seus limites,
Antes que eu te inunde de prazer...
Amor.


DINHO BRITO

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pensamentos durante a insônia

O que é o melhor a se fazer em situações delicadas?
Falar nem que seja da boca pra fora?
Expressar-se com sentimentos sinceros?
Calar e sofrer copiosamente?
Acreditar que o mundo dá voltas?
Torcer pra que tudo dê certo?
Agir como ipócrita e se dar por derrotado?
Ser chato de tão demagogo?
Escrever demais e encher o saco das pessoas?
Talvez sejam todas as alternativas
Mas com o padrão de se viver de maneira medíocre
Para que não seja incômodo e nem tão pouco percebido por ninguém...
Assim a vida segue e esta pedra fica pelo caminho.


DINHO BRITO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O poeta das dores

E assim vaga o poeta das dores...
Vivendo do acaso e por ele traído...
Deixado de lado num canto sofrido...
Com corpo a deriva,
Sobrevivo...
Relembrando alegrias,
Sonhando encontros,
Respirando saudade...


Eu costumo dizer que existem poetas da vida e poetas do amor...
Consigo ser os dois ao mesmo tempo..
Pra meu desespero...


A espera serve de consolo...
Ressecando cada vez mais os sinais do tempo...
Acreditando num fim...


Se é fim o que vem,
Que não faça escalas;
Detesto ter que esperar no saguão...
Onde escontram-se histórias,
Unem-se expressões,
Comparam-se derrotas e vitórias...


Sou um corpo feito em resina,
Em ruínas...
Imóvel em diversas ocasiões,
Petrificado...
Inerte a mudanças,
Impossibilitado de realizar apostas,
Mas, aqui dentro, há vida...
Um coração bate acelerado...
E rego raízes com lágrimas que caem...


Em breve, juntarei os cacos
A serem colados
Para que possam ter forma
Ao virem quebrar-se novamente...
E nesse ciclo,
Vaga o osbcuro poeta das dores.


DINHO BRITO

sábado, 6 de novembro de 2010

Trecho de testamento

Pensar que a vida é boa, nos torna, às vezes, gigantes ignorantes... Quase sempre tudo é tão ruim... Falsos, mentirosos, repugnantes, répteis debaixo da cama, seres que perfuram o coração... A porcentagem de esperança é mínima... Pra que deixar raízes nesta esfera de terra cheia de água?! Vontade nunca faltou... Vontade de seu um cão nojento e imundo que dorme e acorda em qualquer hora, qualquer lugar... Defeca e urina pouco se importando com ética, ordens ou pudor; acasalar-me com qualquer fêmea que eu queira, sem gastar saliva ou me importar com o dia seguinte, repudiando qualquer uma a todo o momento; desnaturando por natureza todo e qualquer semelhante que, através do DNA, tenha saído de dentro de mim, ser um canalha; calhorda... Viver uma vida medíocre, como de qualquer outro ser vivo que, morrer leigo e não saber o motivo pelo qual tudo acontece...
Mas, de certa forma, não sou tão rude e radical quanto parece... Gráficos mostram o baixo teor de esperança, é importante frisar que a esperança não morre, quem morre somos nós...
O que quero realmente não é ser imortalizado pelo o que escrevo, e sim por aquilo que escreveram de mim... O meu nome... Quero casar, ter filhos, uma casa, uma família, um companheiro de quatro patas... Dar continuidade a minha espécie, de minha linhagem... Dane-se esse mundo de merda, não posso limpar toda essa sujeira, mas, posso evitar jogar o meu lixo no chão... Preciso de uma casa no campo, se é que ainda exista tranqüilidade em algum lugar... Necessito ter um filho, que me ensine a achar graça em tudo, mesmo estando com pragas por trás de minhas costas... Quero um ser ingênuo, que juntamente com minha futura esposa, me mostre o lado bom das coisas, mesmo que seja em uma esfera... Quero que eles limpem meus pensamentos, antes de ir para a morada definitiva... Quero que eles me ensinem o que é o amor... Quero que me ensinem como ser feliz.


DINHO BRITO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O tempo de ser feliz

Se há algo improvável nesta vida,
Este algo é o acaso...
Por mais que não se dê crédito,
Destinos se escrevem de forma casual...
Viver em meio aos escombros;
Esconder-se na própria sombra;
Respirar ares densos, viciantes...
Eis a minha caminhada...
Até aqui...
E se não houve crença em eventualidades,
Hoje há mudanças em temperamentos...
Pessoas mudam e suas esperanças também...
E comigo, por que não poderia ser?
Não existe tempo certo para ser feliz...
Da mesma forma que derrotas frustram,
Elas aumentam a resistência
Após sobreviver a cada uma delas...
Mas, vitórias são redentoras
E a vida me devia uma vitória particular;
Agraciou-me da melhor maneira possível
Pôs-me no caminho de um ser maravilhoso...
Morena doce, jóia negra, aura dourada...
Olhar que hipnotiza, pele que me convida...
Mãos que nas minhas se encaixam como engrenagens
Que fazem o motor do meu coração bater acelerado;
E apesar da boca localizar-se na parte de cima do corpo,
Seus beijos fazem com que meus pés levitem do chão...
Chão que voltei a ter após a sua chegada...
Uma certeza que a muito não me visitava;
Se é que um dia teve presença...
Esses momentos não irão voltar;
Sua essência resgatou o meu desejo de viver,
De ser alguém útil, espontâneo, especial...
Não existe tempo certo para ser feliz...
E assim venho me valer da ciência,
Da química dos seres que se envolvem,
Da sintonia de freqüências;
As quais somos reféns
E não almejamos a libertação...
Pouco me importa o que digam de mim...
Que sou vulnerável,
Que sou ingênuo,
Que sou sufocante,
Que sou louco...
Sou nada mais do que constante;
Sou nada mais do que entregue;
Sou nada mais do que vivo...
Há quem diga que sou expresso...
Que as coisas acontecem rápido demais; avassaladoras...
Não existe tempo certo para ser feliz...
Feliz...
Pensei que nunca mais fosse dizer isso novamente...
É o efeito que ela me causa,
É a vontade incessante de tê-la em meus braços,
É sentir a mão suar,
É sentir a voz falhar,
É sentir a pele arrepiar,
É sentir o bem estar chegar,
É sentir você mais do que eu pudesse imaginar...
Demorei muito pra chegar nesse ponto...
E por diversas vezes estivemos nos mesmos lugares,
Com as mesmas pessoas
Mas eu sempre estive com olhos vendados...
Bastou um simples toque;
E meus olhos enxergaram a sua luz...
E a partir daí, destacou-se entre os demais humanos...
Passou a ser essencial...
E se existe algo além disso,
Assim será...
Se há algo improvável nesta vida,
Este algo é o acaso...
Não existe tempo certo para ser feliz...
Podemos ser felizes em pouco tempo,
O tempo todo...
Seremos.



DINHO BRITO

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Instantâneo

Quando a Lua eu avistar
É de você que sempre vou lembrar
Quando a chuva me molhar
É o seu calor que vai secar
Quando a dor me torturar
É a sua falta que fará aumentar
Quando a tristeza se instalar
É a saudade que irá confortar
Quando a mansidão inundar
É a certeza que pra sempre vou te amar.



DINHO BRITO

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Antônimos

Convivo com fantasmas do meu íntimo
Fazem companhia nos momentos de incerteza
Demonstrando assim, conforto em meio ao desespero
Tudo têm um lado bom e um lado ruim, sem exceções
Com a solidão, não é diferente
Não procurei este estado
Fui "presenteado" com tal carma
E me sinto bem... Com aquilo que tenho
Sou forte como um vulcão
Por trás da máscara, sou mais vulnerável do que qualquer outro
Mas, disfarço o sofrimento com sorrisos empalhados
Que fazem de mim um ser inescrupuloso
Me sinto bem...
Seguindo assim, sobrevivo
Os dias a mais são na verdade dias a menos
Que sentido há em esperar a partida
Sem saber a verdadeira hora de partir?
Sei o que devo fazer nesse meio termo
Não preciso de ninguém pra me dizer o que deve ser feito
Se é pra partir que seja do meu jeito
Que seja em cima do palco
Seja como difusor ou bobo-da-corte
Um dia o show tem que parar
Que seja fazendo a única coisa que me alegra por inteiro
Me sinto bem... Mal.



DINHO BRITO

sábado, 11 de setembro de 2010

Histórias

Histórias vêm e vão
Surgem a cada átomo de areia
E tomam rumos dispersos...
Em meio a acontecimentos
Retratam a sua identidade
Planos em desencanto
Doces em passadas
Calmaria na escuridão
Agressividade em legítima defesa...
Corpos celestiais sobrepõem suas sombras
Raios refletem elementos que compõem o quinto sol
E nos confins dos quintos do elo perdido
Calcula-se as léguas que foram deixadas para trás...
Com magia que emana da retina
Os seres se agrupam hipnóticamente
Alicerçando o futuro mecânico individual...
Bem e mal camuflam idéias espontâneas
E não se sabe quem vai, quem vem...
Eu não sei...
Não sei se mudam os personagens,
Se mesclam os cenários, não sei dizer...
Histórias não são mais as mesmas
E na minha, sempre fui coadjuvante...
Sempre solto na brisa
E preso a mim mesmo
Não dando a oportunidade de alguém me libertar...
Sons dão a cadência
Formas preenchem lacunas
Cores dão sentido aos sentidos sem sentido...
Tais como não concretizar
Histórias tão contundentes...
Céus com nuvens carregadas
Unem-se a estrelas essenciais
Mas nem sempre gotas tocam a superfície
De astros que só fazem brilhar...
Existem alguma explicação lógica
Que diverge o meu contexto?
Histórias...
Histórias que se cruzam
Mas que, não se fundem
Não como deveriam ser...
Ligações encaixam em meio as frases
Mas não dão finais felizes para as histórias...
Algumas não nasceram pra ser assim
E por mais que a tempestade se vá
Assim serão...
Meras histórias...
Histórias sem peso...
Histórias sem fim e início...
E com apenas o meio, nem sempre são histórias...
Mas isso,
Isso já é uma outra história.


DINHO BRITO

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Brincando de aprender

Tranqüilo e repousando; assim estava eu a pensar e retratar passagens e lembranças antigas que, com certeza não irão voltar, por serem apenas pensamentos e idéias que foram enterradas pelo tempo... Tempo; tempo bom foi a minha infância distante, de tantas primaveras e brincadeiras inocentes que, revelavam a minha pura existência, marcada por sonhos fantásticos e fantasias relacionadas a influência vinda das páginas de livros diversos.
Mas, de uma coisa eu tenho certeza; todos os momentos que vivi naquela época, agora, não passam de meras e ilustradas recordações.
Mesmo estando ciente disso, e feliz por ter lembranças tão expressivas, estava me sentido cada vez mais velho e ultrapassado. Ainda mais quando reparava que os filhos de meus filhos se divertiam com muito mais intensidade e facilidade do que eu, talvez por um número maior de opções mas com menos inocência se comparado a minha época.
Mas, um dia, quando menos percebi, estava ali; em frente ao meu neto que, brincava sem ter nenhuma noção de tempo ou qualquer tipo de preocupação. Dentro desse fato, notei sua pureza e o perguntei:
- Meu neto querido, como você consegue brincar sem se preocupar com nada? Você não pensa no seu futuro?... Então, ele me respondeu:
- Ainda está muito cedo pra que eu pense nisso, vovô; e atualmente, e brincar é o que eu faço de melhor; e o senhor? Porquê não sai dessa cadeira e vem brincar comigo?
- Sinto desapontá-lo mas, seu avô está muito velho e essa época pra mim já passou... Foi então que ele continuou:
- É aí que o senhor se engana! Essa que é a hora de o senhor realizar o que sempre quis e não pôde fazer na infância; afinal a velhice está na mente das pessoas e, se a sua mente não envelhece, é aí que o senhor percebe que aquela criança brincalhona que existe dentro de você, está sempre pronta pra lidar com as belezas desta vida...
Espantei-me com tanta força e presteza nas palavras daquele garoto. E conforme ele falava eu ouvia e registrava palavra por palavra de uma pessoa que, obviamente, com menos vivência do que eu, ensinava-me a refletir sobre o sentido da minha existência. A final, você nasce sem saber nada, vive aprendendo mas, nunca consegue ter o conhecimento pleno sobre todas as coisas.
Não importa a época ou o tempo que tenha esvaído-se, o mundo têm muito mais a ensinar nessa imensa escola que é a vida.


DINHO BRITO

domingo, 23 de maio de 2010

Inesquecível

Entre dias e noites que adentram-se sem cor, um sorriso incomparavel prevalece...
Aquele que contagia, aquele que faz um bem...
Aquele que lembra momentos inesqueciveis, que encurtas distancias...
Mas dentro de toda a sua beleza, não consegue conter a saudade que fica...
Mesmo assim, esse sorriso marca...
Felizes aqueles que vivem para vê-lo, sortudos aqueles que conviveram com tal perfeição de pessoa...
E estupidos aqueles que o deixaram escapar por entre os dedos...
De onde vem essa magia? O que emana deste ser é real?
Para o contentamento das pessoas, existe sim...
Esse sorriso é seu...
Essa magia vem de você...
Felizes aqueles que a conhecem e percebem não somente com os olhos mas, também com o coração, a maravilha impar de pessoa que você é.
Inesquecível.


DINHO BRITO

sábado, 10 de abril de 2010

Espontâneo

Num cair da noite entre trevas e escuridão,
Avisto uma luz eminente saindo de um olhar inconfundível...
Na simplicidade de um ser completo,
Surge a paz, o bem estar e a visão do futuro...
E mesmo que não tenha olhos pra ver,
O peito sente o calor de uma aura tão forte e presente...
E entre estrelas e o céu;
Idas e vindas;
Apostas e certezas;
Gestos e pingentes;
Guardada sempre estará a esperança..
E a saudade sempre será constante,
Mesmo que tenham se passado alguns segundos da despedida...
O coração nunca irá se despedir,
Pois a magia sempre estará dentro dele,
E não importa quandos séculos venham a esvair-se...
Sempre haverá perfume no ar e cachos por entre os dedos...
Que assim seja...
Eterno.


DINHO BRITO

terça-feira, 30 de março de 2010

Feito pra você

Quando o sentimento te chamar,
Corra atrás dele...
Não importa o quanto seja duro
O caminho que ele imponha;
Quando o coração te chamar,
Põe tua fé nele...
Não importa que o escuro
Despedace tudo aquilo o que sonha;

Vozes arrasam o jardim como o vento;
O sentimento que nos crucifica
É o mesmo que nos coroa;
Renascente em meio aos escombros,
Contribui para o nosso crescimento;
É aquela marca que fica
E não é coisa à toa;

Sensação que nos levanta dos tombos;
Corta os nossos ramos feios,
Podando nossa árvore da vida;
Acaricia os mais tenros brotos,
Banhados a luz solar;
Antes dos fins, nos mostra os meios;
Desfazendo uma decisão sofrida;
Nos tira do fundo dos esgotos;

Devolve a capacidade de sonhar,
Imaginar,
Viajar...
E quando voltamos ao princípio,
Nos lembramos que,

Quando o sentimento te chamar,
Corra atrás dele...
Não importa o quanto seja duro
O caminho que ele imponha;
Quando o coração te chamar,
Põe tua fé nele...
Não importa que o escuro
Despedace tudo aquilo o que sonha.



DINHO BRITO

sábado, 27 de março de 2010

Sobre o auge

No meio de uma correria;
Não era isso que eu queria!
Quero estar com os pés no chão,
Ser mais algum em meio a multidão
Entrar no bar; intervalo e café
Num copo feio, frio e amargo
Só pra ver como é que é;
Comer em um simples prato,
Pagar um valor qualquer;
Passear no parque bem tranqüilo;
Comer pipocas sentado na grama;
Um moleque dizendo: - Pai, eu quero aquilo!
Minha metade dizendo que me ama!(?)
Isso tudo parece ser abstrato;
Eu sonho em ter tudo isso um dia;
Isso sim, é tudo o que eu queria!
Mas sinto as pedras em meu sapato;
Volto aquela velha correria;
Com algo acesso e quente... Me alivia!



DINHO BRITO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Samba-enredo

Surgiu de maneira inusitada, após um flerte na roda de bamba;
A inocência daquela cabrocha rendeu-se ao frenético batuque do tamborim...
E mais intenso foi o olhar direcionado ao maior andarilho das redondezas...
Poderia iniciar-se daí, história de amor...
Mas, não passou de uma noite;
E a magia veio a esvair-se junto com o par de sapatos brancos
Com aquele lento abrir e fechar da porta...
Sequência de fatos que bastou pra selar a vinda ao mundo de Alcides...
Nasceu desprovido de luxo, no barraco 15 da ladeira...
E mesmo desapontado com pela figura masculina na qual devia espelhar-se,
Manteve os genes de suas origens;
Notava-se a semelhança com o tal malandro que o abandonaste,
E perante as adversidades, tornou-se um guri requisitado;
Dominante na arte de fazer travessuras,
Criativo dentro das limitações existentes no cortiço;
Qualidades adentraram o passar dos anos
E logo o moleque descobriu sua verdadeira e genética vocação...
Apesar de ser tentado por maneiras ilícitas de viver...
Conheceu a cadência e logo rendeu-se a marcação...
E nesta convivência assídua, evoluía na avenida;
Seus dons o fizeram um mestre do samba...
Alcides agora vivia apenas nas veias e em pedaços de papel;
Cidinho da Ladeira era quem desfilava em bares e becos...
Se bem que, boemia, encaixaria bem em seu sobrenome
Já que a sua Ternura tinha hora marcada pra buscá-lo na birosca...
Aliás, Glorinha tinha atributos medicinais;
A única que curava efeitos da superdosagem etílica do seu Nego...
Mas, sua vida de excessos encurtava cada vez mais seus caminhos
E seus talentos seguiam em decadência sem possibilidade de retorno...
Sua vida, repleta de acontecimentos únicos,
Parecia não ter sentido a medida em que se aproximava do fim...
O corpo antes forte, reclamava seus males
E o prejudicial foi predominante pra que ele percebesse o quanto era vulnerável...
Os que antes o acompanhavam, eram os mesmos que lhe viravam as costas...
Foi aí então que ele percebeu que mesmo ser ter conhecido o tal homem,
Teve sua história feito cópia da jornada daquele saltimbanco que o fez...
E num dia cinzento, Cidinho acorda lá pelas onze,
Dá um beijo na Preta como se fosse o último; e era...
Desceu a ladeira, que lhe deu o pseudônimo... Lentamente...
Foi de encontro ao velho botequim,
O mesmo onde mantinha a décadas a mesma pendura...
Lançou mão de seu instrumento musical,
E mais uma vez iniciou a rotina que lhe deu fama e respeito;
Sob olhares atentos e aplausos entusiasmados,
Fazia o choro sair de cordas através de seu dedilhado
E as lágrimas emotivas a escorrerem no seu rosto enrugado...
Subitamente, durante a roda, as atenções desviaram-se...
Uma forte brisa soprou a oeste criando calafrios;
Num movimento uniforme, todos se viraram contra a mesa,
E após frações de segundos, perceberam o silêncio...
Eram meio-dia daquele sábado distinto;
Alcides; Cidinho da Ladeira; Boêmio; Moleque; abraçado ao seu cavaco,
Deixava aquela que, o próprio chamava de samba-enredo...
O bamba deixara todos de queixo caído ao deixar a vida...
Apesar do seu traçado até aqui ter sido inconsequente,
Há quem o diga que, pensavam ser um imortal...
Nasceu sem pedir, viveu sem medidas, se foi fazendo o que mais amava...
O eterno Guri se foi mas, o intuito ainda vive;
Também nascemos sem pedir, vivemos nossos excessos, ultrapassamos nossos limites
Mas, nunca devemos deixar de intensificar nossos amores;
Seja um lugar, uma pessoa, um estado, uma ação...
E mesmo que vidas assim como a desse malandro, tenham tido fatos ruins,
Sempre existem um lado claro nas coisas, depende apenas do ponto de vista...
E assim, Cidinho vive pois, mudam-se os personagens e cenários
Mas, a história sempre será a mesma, com início, meio e fim...
Porquê, Alcides é meu pai, é minha mãe, é meu irmão,
É meu amigo, é você...
Alcides sou eu.



DINHO BRITO

sábado, 13 de março de 2010

Quebra - cabeças (Tente entender)

O vento sopra forte lá fora,
O frio da estação invade aqui dentro,
Apenas as paredes escutam o meu lamento;

O chão absorve o meu impacto agora,
Ao ver meu ego indo embora;
E quando um simples momento
Parece concreto em certa hora,
Ouço distante uma voz que me cobra
Empenho pra terminar esse tormento;

Estou cansado de tanto morrer,
Estou morrendo de tanto sorrir,
Estou sorrindo de tanto pensar;

Mas não pretendo parar e desistir;
Não é tão fácil assim me dominar;
Sentidos figurados não irão me deter;
Sou forte perante a minha fragilidade;

A tolerância é um grande trunfo;
Estou armado com os canhões da justiça,
E a verdade é força aliada;

Sei que vou vencer,
Não quero mais sofrer,
Das cinzas, irei renascer,
O que vale é o meu querer;

Confio em minha pessoa,
Minha insanidade não é à toa,
Mas minha intenção é boa;
Eu quero casar com você.


DINHO BRITO

domingo, 24 de janeiro de 2010

Encontro do viajante

Enquanto a chuva caia
E o céu, com nuvens, escurecia
O viajante da vida repousava
Numa cripta sombria
E em meio à lagrimas
Entorpecia-se com o odor
Exalado por seu pobre coração
Cansado de lutas, derrotas e decepções...
E acomodado com tal situação
Perdia lentamente a crença em si mesmo
E ao conhecer novas pessoas
Não esboçava surpresa
Por não haver melhoras aparentes...
Idas e vindas sem paradeiro
Sem respostas, sem curas, sem alegrias...
Mas, tal imprevisível é a chuva,
Assim é o acaso e a vida...
Quando menos se espera
Surgem anjos ocultos
Os quais o viajante não acreditava na existência
Tamanha perfeição em suas formas e feitos...
Entre tantos seres celestiais
Para o viajante apenas um importou verdadeiramente...
E em certos momentos na vida,
Aparecem determinadas oportunidades
De se fazer certas coisas,
E não podemos deixar de fazer a coisa certa...
E assim, o fez...
Diante de um anjo de pele alva,
Cabelos brilhantes e reluzentes
Como a intensa luz do sol,
Vidros que sobrepõem retinas,
Íris sedutoras como um negro diamante,
Voz serena e pacificadora...
Seu sorriso é um complemento
De toda a beleza e maestria...
Resgatou o viajante que voltou a acreditar...
Apesar de pouco tempo de surgimento
E de ter descido do céu,
Tem devolvido algo que há tempos, o viajante não tinha...
Fez uma mudança nos pensamentos...
Arrastou móveis, tirou a poeira... Arrumou e ornamentou...
E deixou o coração de um jeito que ninguém diria
Que já tivesse sido destruído por tempestades, terremotos e furações...
E assim adentrou um peito vazio e opaco
Com uma incrível capacidade de salvar...
E o anjo, mesmo sem saber,
Num quase-sem-querer,
Despertou no viajante, um grande poder
E o nosso, antes triste, nômade do amor,
Desceu do corcel, pendurou o chapéu,
Desfez as malas, retirou as botas,
E teve o coração voltando a bater.


DINHO BRITO

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Em meio a viagem

A integridade de um efeito dominó
Dá-se baseada na ignorância de um ser humano;
Se deixa envolver pela capacidade despersa
Onde, olhos enganam toda a massa cefálica,
Resultando em paralisia constante de pensamentos;
Falta de cultura é contagiosa,
Diante a uma formação por entre ratos;
Existe uma necessidade incessante de bem estar
Mesmo que, corpos mantenham-se em um estado de inércia;
Absorver pelo poros o que a existência tem a oferecer,
Algo à se admirar por pensantes pensadores;
Esperar o aprendizado pleno em meio a tantas incertezas
É a esperança de um ser que usa 30% de sua capacidade instintiva;
Não sou daqui, nunca fui; de onde eu venho, não há esperança,
Amor é comprado, solidez é transparente
E a vida é a certeza de morrer-se em meio ao vão;
Dê o primeiro tiro quem nunca foi desumano,
Me acusem de algo que ninguém nunca tenha feito,
Pois o meu vazio ecoa por entre povos prestativos,
Minha opacidade é reluzente para quem não tapa a visão;
Infestando o meu mundo estacionado num cubículo 4x4,
E nele me perco, e nele me encontro;
Minhas idéias, meus dizeres, mesclam-se com a fumaça;
O odor que paira sobre os panos é absorvido pela epiderme,
Passa pela corrente sanguínea e chega à ponta dos dedos,
Que auxiliados por um tinteiro,
Transformam idiotices como esta, em linhas num pedaço de papel.


DINHO BRITO